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30 de agosto de 2011

Adolescência, cultura, vulnerabilidade e risco


* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre, em Filosofia.
* Para as turmas 1ºB, C, D, E e F.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.



Adolescência, cultura, vulnerabilidade e risco

Por: Dra. Maria Ignez Saito

Médica chefe da Unidade de Adolescentes do Instituto da Criança HC - FMUSP. Doutora em Medicina. Departamento de Pediatria FMUSP.


A adolescência deve ser encarada como etapa crucial do processo de crescimento e desenvolvimento cuja marca registrada é a transformação, ligada aos aspectos físicos e psíquicos do ser humano, inserido nas mais diferentes culturas.

As modificações físicas constituem a parte da adolescência denominada puberdade, caracterizada, principalmente, pela aceleração e desaceleração do crescimento físico, mudança da composição corporal, eclosão hormonal envolvendo hormônios sexuais e evolução da maturação sexual, que pode ser acompanhada através do desenvolvimento de caracteres sexuais secundários masculinos e femininos. Evoluem paralelamente às mudanças corporais aquelas de ordem psico-emocional, que foram, por Knobel e Aberastury, reunidas na Síndrome da Adolescência Normal. Constituem características importantes dessa síndrome a busca da identidade, a tendência grupal, o desenvolvimento do pensamento conceitual, a vivência temporal singular, a evolução da sexualidade, havendo, por vezes, um descompasso entre o corpo pronto para a reprodução e o psíquico despreparado para esse evento.

Enquanto a puberdade é parâmetro universal, repetindo-se de maneira muito semelhante para todos os indivíduos, a adolescência é praticamente única, singular para cada um, sofrendo inclusive influências socioculturais, o que a faz ser vivenciada de maneira diferente até por indivíduos da mesma família.

Para que possam ser analisadas as relações entre adolescência e cultura, faz-se necessário o entendimento da cultura como a maneira pela qual um grupo se estrutura e configura suas relações sociais. A cultura faz com que a conduta humana seja previsível dentro de um certo leque de possibilidades, variável em cada sociedade. É relevante lembrar que o conceito de adolescência não nasceu com o início dos tempos, mas delineou-se como resultado da reflexão humana sobre a singularidade dessa etapa de passagem entre a infância e a adultícia. Esse período é extremamente relevante para a construção do sujeito individual e social, devendo ser porém considerada sua vulnerabilidade e risco.

Chega-se, então, à conclusão de que a própria adolescência é uma invenção da cultura, um produto da industrialização, da tecnologia, da mídia, da globalização, exigindo uma contínua adaptação para que o adolescente ingresse como sujeito na vida adulta.

A cultura permeia, sem dúvida, o processo de socialização, que já foi definido como "o processo pelo qual um indivíduo aprende e adota idéias, crenças, atitudes, normas e valores de cada sociedade". A resposta do adolescente será mais ou menos adequada dependendo de sua história de vida e do seu grau de adaptação à sociedade em transformação.
(...)

Em relação ao adolescente propriamente dito, risco e vulnerabilidade estão muito ligados às características próprias do desenvolvimento psico-emocional dessa fase da vida. A busca de identidade leva ao questionamento dos padrões adultos e, portanto, da autoridade de pais, professores... A exposição ao novo funciona como um grande desafio vinculado à onipotência do adolescente que se julga sempre vencedor; por outro lado a timidez e a baixa auto-estima podem torná-lo potencialmente frágil, levando-o à vinculação com soluções externas inadequadas para os seus problemas (uso de drogas).

A tendência grupal induz muitos jovens a assumirem comportamentos para os quais não estão preparados – experimentar drogas, iniciar relacionamento sexual, entre outros. Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápido e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamento.

As vivências da sexualidade trazem também possibilidades de risco como a gravidez precoce; a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis; o aborto, que podem comprometer o projeto de vida ou até a própria vida.

A família é o primeiro grupo de referência na história dos indivíduos. Famílias desestruturadas contribuem para o esgarçamento da personalidade, tornando as pessoas frágeis e vulneráveis, podendo assim favorecer a inserção do risco. A ausência do afeto impossibilita a introjeção do mesmo, criando um vazio a ser preenchido das mais diferentes maneiras, que podem envolver inclusive a gravidez precoce e seus desdobramentos.

O modelo familiar funciona também como fator de proteção, onde estão presentes o amor, o compromisso, o respeito, o diálogo e também os limites que devem ser colocados com autoridade e afeto e nunca com autoritarismo. É necessário que o maior ensinamento seja o uso da liberdade vinculado à responsabilidade.


Fonte: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/473/body/01.htm. Acesso em 30/08/2011.

A partir da leitura atenta do texto, responda às seguintes questões:

a) Quais são os problemas apontados pelo texto, vividos pelos jovens entre os 12 e os 18 anos que caracterizam a chamada Síndrome da Adolescência Normal?

b) De que forma eles podem ser encarados pela família e pela sociedade?

c) "A busca de identidade leva ao questionamento dos padrões adultos e, portanto, da autoridade de pais, professores..." Discuta esse trecho do texto.

28 de agosto de 2011

Atividade sobre o Regime Militar no Brasil



Atividade Interdisciplinar sobre o Regime Militar no Brasil para os 3º anos do Ensino Médio _  Matutino

* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre, em Sociologia.
* Para as turmas 3º A, B e C.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.



Pra não dizer que não falei das flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria ou viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Geraldo Vandré. 1968 Fermata do Brasil/ Editora Música Brasileira Moderna Ltda. Todos os direitos reservados.

Responda:
A canção de Geraldo Vandré foi considerada um hino de protesto contra o regime militar no Brasil. Ela foi apresentada ao público em um festival de música brasileira em 1968 (ano do AI-50), no qual tirou o segundo lugar. Identifique os versos que sugerem a necessidade de participação do povo para que haja mudança na sociedade.

Timóteo Cabral (Thiago Peixoto): Da ficção global direto pra a Secretaria de Educação de Goiás

Thiago Peixoto
Secretário de Educação de Goiás



Timóteo Cabral_ Cordel Encantado











Amados meus de longa ou curta data, estou aqui novamente instigada pela semelhança existente entre o coronelzinho da ficção que tomado por evidente transtorno mental e iludido por outros personagens com perfil psicológico semelhante,auto-declarou-se Rei isso mesmo Reizinho de um reino fictício, baixando decretos absurdos, revelou seu despreparo para o cargo que imagina ser dono, quis trazer de volta a guilhotina entre outras arbitrariedades típicas de governos autoritários os quais a história nos oforece muitos exemplos que nos surpreende não só pelos absurdos de seus governos, mas também por se transformarem em anti-exemplos, figuras patéticas dignas de temor, pena e indignação.


Saindo da ficção me deparo com um personagem interessante, curioso que está "causando" aqui em Goiás na gestão educacional. O nosso "Timotinho" foi criado no seio da oligarquia pmdebista que desde a década de 90 esqueceu o passado comum com o atual governo ao qual se declara "oposição". "Timotinho" no exercício de seu mandato de deputado estadual aprovou no fechar das cortinas do ano legislativo de 2010, um projeto de lei que retirava prerrogativas até então de competência do Conselho Estadual de Educação e transferindo essas atribuições à pessoa do secretário de educação, muitos deputados afirmam ter votado sem saber do se tratava de fato o projeto, alguns parlamentares ditos de esquerda admitiram o fato após as primeiras ações de "Timotinho, o terrível" (sem comentários). Voltando, aprovado o projeto nosso reizinho deixaria a assembléia rumo ao congresso nacional, no entanto, o inesperado acontece, "Timotinho" que é economista mas se considera um educador dententor de idéias revolucionárias, é convidado pelo antes odiado governador, a assumir adivinha? O cargo de Secretário de Educação, o PMDB ameaçou expulsá-lo, mas "Timotinho" havia conseguido a sua grande oportunidade para ser reconhecido como educador, iniciou-se assim seu reinado.

A primeira declaração de Timotinho é que o problema da educação na rede estadual era uma questão de gestão e não de investimento, mesmo com inúmeros prédios condenados pelo corpo de bombeiros, sem falar que o salário dos professores de Goiás é pior da região centro-oeste e sem ao menos dar sinais de cumprir com a lei do piso nacional. Ah sim, vem impondo de cima para baixo mudanças no sistema avaliativo sem melhorar as condições de trabalho dos educadores, para evitar motins Timotinho possui os BATORÉS da vida que receberam 45% de aumento como incentivo ao seu trabalho que na verdade é um pedaço de carne pra atiçar os cães de guarda de TIMOTINHO - há exceções - uma das idéias das quais ele mais se orgulha é o PROGRAMA RECONHECER que funciona assim: o professor ou professora que esteja em regência receberá ao final de um ano de trabalho a bagatela de 1.500 reais como reconhecimento de seu mérito, no entanto se esse professor tiver uma falta no ano ele perde esse benefício e ainda coloca em risco o benefício dos seus colegas, meritocracia pra inglês ver. E mais a frequência de todos os professores da escola está afixada no mural, muitos questionam a legalidade do método de controle brilhante de Timotinho, mas desde quando Rei Timóteo Cabral, O Terrível, precisa obedecer as leis, será que ele sabe o que é constituição? O que dirá inconstitucionalidade? 

O que será de Brogodó?

Aguardem o desfecho.


Por: Roberta Pereira Vilela
http://robertafala.blogspot.com/2011/08/timoteo-cabralthiago-peixotoda-ficcao.html

25 de agosto de 2011

O sentido da liderança


Texto complementar ao Capítulo 04_ Agrupamentos sociais na disciplina de Sociologia para os 2º anos do Ensino Médio _  Matutino

* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre.
* Para as turmas 2º A, B, C, e D.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.

                                              Adolf Hitler                                        Nelson Mandela com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.             
O sentido da liderança
Costuma-se dizer que a liderança faz o mundo andar. O amor, sem dúvida, facilita o caminho. Mas o amor é um compromisso privado entre duas pessoas conscientes, enquanto a liderança é um compromisso público com a História. O conceito de liderança ressalta a capacidade de alguns indivíduos comoverem, inspirarem e mobilizarem massas populares, de forma a caminharem juntos na busca do mesmo objetivo. Algumas vezes, a liderança está a serviço de fins dignos; outras, não. Entretanto, independentemente de seus objetivos, os grandes líderes deixam sua marca pessoal nos anais da História.

Mas a liderança pode melhorar ou piorar a História. Alguns líderes têm sido responsáveis pelas loucuras mais extravagantes e pelos crimes mais monstruosos. Em contrapartida, outros têm sido vitais em conquistas da humanidade, tais como a liberdade individual, a tolerância racial e religiosa, a justiça social e o respeito pelos direitos humanos.

Não há um modo seguro de reconhecer antecipadamente quem irá liderar para o bem ou para o mal. Um dos critérios de avaliação pode ser este: os líderes comandam pela força ou pela persuasão? Pela dominação ou pelo consentimento?

Na maior parte do curso da História, a liderança foi exercida pela autoridade de direito divino. O dever dos seguidores era submeter-se e obedecer. “Não perguntar por que, apenas fazer e morrer.”

A grande revolução dos tempos modernos foi a revolução da igualdade. A idéia de que todos os indivíduos podem ser iguais perante a lei solapou as velhas estruturas de autoridade, hierarquia e respeito.

Um governo fundamentado na reflexão e na escolha exigia um novo estilo de liderança e uma nova qualidade de seguidores. Tornava necessários líderes que respondessem aos anseios populares e seguidores ativos, suficientemente bem informados para participar do processo.

Um segundo critério para avaliar a liderança pode ser a finalidade da procura do poder. Quando alguns líderes têm como objetivo a supremacia de uma raça, a promoção de uma revolução totalitária, a aquisição e exploração de colônias, a proteção de ambições e privilégios, ou a preservação do poder pessoal, é bem provável que suas lideranças em nada façam avançar a causa da humanidade. Quando o objetivo do líder é a abolição da escravatura, a libertação da mulher, a ampliação de oportunidades para os pobres e desamparados, a extensão de direitos iguais para as minorias raciais, a defesa da liberdade de expressão e de oposição, é provável que sua liderança seja uma contribuição para o aumento da liberdade e do bem-estar humanos.

Alguns líderes têm causado um grande mal à humanidade. Outros foram responsáveis por grandes benefícios. Mesmo os “bons” líderes devem ser olhados, com certa cautela. Líderes não são semideuses: eles comem e se vestem como o mais simples dos mortais. Nenhum líder é infalível, e cada líder deve ser lembrado disso de tempo em tempo. A irreverência irrita os líderes, mas é o que os salva. A submissão total corrompe o líder e degrada seus seguidores. O culto do líder é sempre um erro. Felizmente, a adoração do herói gera seu próprio antídoto, pois, como disse o filósofo americano Ralph Waldo Emerson (século XIX), “Todo herói acaba se tornando um chato”.

O principal benefício que os grandes líderes propiciam é encorajar-nos a viver conforme nossa consciência, a sermos ativos, perseverantes e resolutos na afirmação de nossa própria opinião sobre as coisas. Pois os grandes líderes atestam a realidade da liberdade humana contra as supostas inevitabilidades da História. Confirma a sabedoria e o poder eventualmente contidos em cada um de nós, o que explicaria por que Abraham Lincoln continua a ser o exemplo supremo de uma liderança notável. “Um grande líder”, disse Emerson, “aponta novas possibilidades para toda a humanidade.” “Nós nos alimentamos de gênios… Existem grandes homens para que possa haver homens maiores ainda.”

(Adaptado de: SCHLESINGER, Jr., Arthur M. O sentido da liderança.)

Pense e responda:
01_ Dê exemplos de líderes "bons" e "maus", segundo os critérios  citados no texto. Explique sua escolha.

23 de agosto de 2011

Redes sociais – Você ainda vai usar!


Por Sidnei Oliveira

“Era a quinta vez que ele recebia um convite para participar de um jogo em uma comunidade virtual. Como anteriormente, o convite era solenemente ignorado e deletado. A única conclusão razoável para este tipo de divertimento virtual, era que consumia tempo de jovens desocupados ou completamente desorientados. Como alguém pode perder tempo fazendo colheitas virtuais ou ainda cuidando de lanchonetes e aquários digitais?”

“Uma pesquisa feita pela da Socitm (do inglês Sociedade de Gestão da Tecnologia da Informação) na Inglaterra apurou que 67% dos conselhos administrativos nas empresas baniram completamente o acesso às principais redes sociais no ambiente de trabalho por meio do bloqueio das páginas dos principais sites (Twitter, Facebook e Linkedin). Os motivos alegados para o bloqueio foram o temor da exposição a vírus e outras ameaças aos computadores das empresas, além da avaliação de que, o acesso a estas redes sociais representam uma grande “perda de tempo” pelos funcionários.”

Li recentemente os textos acima em sites e blogs na internet e fiquei preocupado com a interpretação que muitos estão dando para o fenômeno das redes sociais. Em meus artigos normalmente proponho uma reflexão mais atual sobre a impossibilidade de impor barreiras e bloqueios a este comportamento, contudo vejo que, infelizmente poucos gestores se lembram que a internet também foi considerada uma “porta aberta” para vírus e outras ameaças. No início da internet poucos funcionários tinham acesso a uma conexão e a um navegador em seu micro, pois o mesmo era bloqueado por ser considerado “perda de tempo”. Da mesma forma, uma conta de e-mail só era fornecida aos que tinham cargos mais graduados na empresa, pois presumiam que somente estes funcionários teriam discernimento para utilizar a rede.

Tudo isto foi inútil, pois quem tinha desejo em acessar a rede criou alternativas e caminhos para superar os bloqueios e barreiras e o tempo mostrou que a lentidão em a aceitar o fenômeno da internet trouxe apenas mais custos para quem demorou a se adaptar a nova realidade. Apesar de toda esta experiência recente, ainda vemos alguns mitos surgindo para justificar a existência destes bloqueios. Alguns destes mitos são:

É feito apenas para crianças. – anulando qualquer argumento que diz que as redes sociais são redutos infantis na internet, foi observado em um estudo recente que as redes sociais tiveram um crescimento de mais de 200%, estimados em mais de 250 milhões de novos usuários com idade entre 34 e 50 anos somente em 2009.

Os relacionamentos em redes sociais são superficiais. – Este pensamento tenta avaliar como desperdício de tempo qualquer contato com pessoas que você não conhece na vida real, pois não cria relações duradouras. Na verdade o fato é justamente o oposto, uma vez que as redes sociais permitem um contato mais direto em seus relacionamentos. Para as empresas esta conexão é ainda mais significativa, pois podem obter informações valiosas sobre o comportamento de seus clientes.

É apenas o assunto do momento, a moda vai passar – Realmente há um frenesi nos meios de comunicações sobre este fenômeno levando muitos a se tornarem céticos e criarem barreiras pessoais para o que consideram uma mania temporária. Mas as redes sociais são ferramentas de uma mudança mais profunda e fundamental. Estamos entrando em uma era onde tudo está se conectando, nossa forma de consumir, nossa forma de trabalhar, nossa forma de estabelecer amizades e relacionamentos, enfim nosso estilo de vida.

Assim como aconteceu com a chegada da internet nos anos 1990, as redes sociais representam uma nova etapa na evolução do comportamento das pessoas, especialmente dos jovens de hoje, nomeados como geração Y, que usam estas ferramentas para potencializar suas características e criar um novo posicionamento com as demais gerações.

Acredite! É uma ilusão pensar que os bloqueios e barreiras aos sites de redes sociais são eficientes contra toda a capacidade criativa desta geração, basta analisar o crescimento no consumo de aparelhos celulares com acesso direto às redes sociais. Para estes aparelhos as barreiras não tem efeito.

Resta portanto, reavaliar aquele convite para montar uma fazenda virtual ou se conectar a uma rede como Twitter, que muitos ainda não sabem para que serve. Somente assim teremos o privilégio de participarmos deste aprendizado, criando condições de também influenciarmos a direção que nos leva este fenômeno mundial.

Fonte:
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-management/2011/08/23/redes-sociais-voce-ainda-vai-usar/

21 de agosto de 2011

Homenagem póstuma_ Arimatéia




Homenagem póstuma ao meu tio Arimatéia (que também foi meu professor de Matemática), que se foi em 17 de Agosto de 2011 após 65 dias lutando contra um câncer. 

Saudades eternas de seus familiares e amigos.



20 de agosto de 2011

Ser professor...


Meios de comunicação de massa

Idade Média_ Idade dos Homens

A origem da Filosofia

A questão democrática

Os agrupamentos sociais

Mudança Social

Exploração de minérios no Brasil Colonial

As mil e uma noites


Para o pessoal das 1ª séries do Ensino Médio

Texto complementar sobre o livro "As mil e uma noites" _  As Mil e uma Noites é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, é composta por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI.

Num distante País vivia um homem bonito e honrado, esse rei, de nome Shariar, já havia sido muito feliz, sem saber que sua esposa guardava um terrível segredo: apesar de fingir que o amava, ela na verdade estava apaixonada pelo servo mais indigno da corte. 

Um dia Shariar casualmente a surpreendeu num canto escuro do palácio nos braços do amante. Transtornado pela dor e pelo espanto, o soberano soltou um grito medonho e sacou da espada para cortar a cabeça da mulher infiel e do servo desleal. 

Pouco tempo mais tarde um cavalo parou na frente do palácio, e o irmão do rei, Shazaman, entrou para visita-lo.  
_ Mas é inacreditável; Shazaman exclamou. 
_ Pois pouco antes de partir a mesma coisa aconteceu comigo! Encontrei minha esposa beijando um de meus servos e, como você, também puxei a espada e cortei a cabeça dos pérfidos.

Dias depois Shazaman voltou para seu reino, e Shariar ficou postado junto à fonte, contemplando as águas límpidas com um olhar pensativo. Por fim fez um juramento terrível: 
_ Amanhã à noite vou me casar de novo, mas não permitirei que minha mulher desfrute os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clarear, mandarei executa-la. Na noite seguinte tomarei outra esposa e ao amanhecer ordenarei que a eliminem. E assim hei de fazer sucessivamente até que não sobre neste reino uma única representante do gênero feminino!

Dito e feito. Toda a noite ele escolhia uma nova esposa e toda manhã mandava a infeliz para a morte. Seus súditos viviam apavorados, temendo perder filhas, irmãs, netas. Muitos fugiram para outros reinos, e por fim restou nos domínios de Shariar uma só noiva disponível. Tratava-se de Sherazade, jovem de alta estirpe, filha do primeiro-ministro do soberano. O pobre homem se encheu de pavor e tristeza ao saber que ela estava condenada à morte. Sherazade, no entanto, não se desesperou. Era mais sábia e esperta que todas as suas predecessoras, e junto com a irmã caçula elaborou um plano meticuloso. Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. 

_ Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade, explicou a noiva. 
_ Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!

Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: 
_ Era uma vez um mágico muito malvado... 
Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. 

A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. 

_ Continue!, Shariar ordenou. 
_ Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!
_ Ele que espere, declarou o rei. 
Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. 

_ Conte-me outra!, exclamou. Sherazade sorriu e recomeçou: 
_ Era uma vez... Novamente o sol adiou a execução. Quando Sherazade terminou, ela a mandou contar mais uma história. 

E assim a jovem rainha: conseguia postergar a própria morte. De dia o rei dormia tranquilamente,  à noite, acordava sempre ansioso para ouvir o final da narrativa interrompida e acompanhar as peripécias de mais um herói ou heroína. Já não conseguia conceber a vida sem os contos de Sherazade, sem as palavras que lhe jorravam da boca como a música mais encantadora do mundo. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: 

_ Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?

Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; 
_ Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!
Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. 
_ Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos, disse Sherazade. Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...

Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. 

Assim,  escreveu a seu irmão  e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias...