Total de visualizações de página

30 de outubro de 2011

Aprender a Morrer

Aula de Filosofia para o 2º ano do Ensino Médio, baseada do Capítulo "Aprender a morrer", de Maria Aranha e Maria Helena Martins.
">

23 de outubro de 2011

Proposta de redação_ ENEM 2011


PROPOSTA DE REDAÇÃO _ ENEM 2011

                Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

Liberdade sem fio
                A ONU acaba de declarar o acesso à rede um direito fundamental do ser humano – assim como saúde, moradia e educação. No mundo todo, pessoas começam a abrir seus sinais de wi-fi, organizações e governos se mobilizam para expandir a rede para espaços públicos e regiões onde ela ainda não chega, com acesso livre e gratuito.
ROSA, G.; SANTOS, P. Galileu. Nº 240, jul. 2011 (fragmento)

A internet tem ouvidos e memória
                Uma pesquisa da consultoria Forrester Research revela que, nos Estados Unidos, a população já passou mais tempo conectada à internet do que em frente à televisão. Os hábitos estão mudando. No Brasil, as pessoas já gastam cerca de 20% de seu tempo on-line em redes sociais. A grande maioria dos internautas (72%, de acordo com o Ibope Mídia) pretende criar, acessar e manter um perfil em rede. "Faz parte da própria socialização do indivíduo do século XXI estar numa rede social. Não estar equivale a não ter uma identidade ou um número de telefone no passado", acredita Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life, empresa de monitoração e análise de mídias.
                As redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado. Aqueles que, por impulso, se exaltam e cometem gafes podem pagar caro.
Disponível em: http://www.terra.com.br.acesso em: 30 jun. 2011 (adaptado)


  Obs.: Na prova há um terceiro quadrinho mostrando um vigia com os olhos vidrados na tela do computador.

2 de outubro de 2011

Questões para análise do filme "O Nome da Rosa"


*Para as 1ª séries do Ensino Médio_ Matutino e Noturno


Filme: O Nome da Rosa, baseado no romance policial homônimo escrito por Umberto Eco.

Conteúdo:
1. História Medieval: A hegemonia católica nos campos da educação e da cultura.
2. Filosofia: Platão / Santo Agostinho; Aristóteles / São Tomás de Aquino.

Questões para análise do filme:

Após discussão com seu grupo de trabalho sobre o filme, respondam atentamente o questionário sobre aspectos importantes abordados no filme “O Nome da Rosa”.

01_ Caracterizem o período denominado como “A Baixa Idade Média” (século XI ao XV), onde se passa o filme, bem como o “Movimento Renascentista” representado no filme pelo monge franciscano William de Baskerville, que adota uma postura humanista e racional e consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.

02_ A Teologia cristã atua de forma bem clara e evidente na sociedade medieval para efetuar a dominação, fundamentada na ideologia do respeito ao sagrado, na adoração de um ser supremo e perfeito; Deus. Agindo assim, a Igreja Católica procura arrebatar todas “as ovelhas possíveis “e as que por ventura se desviarem, serão purificadas pelo fogo (Inquisição). Essa ideologia é levada aos extremos. O personagem que se encaixa nessa análise seria a figura de Bernado Gui, que age cegamente para defender a unidade da igreja e a manutenção da ordem da verdade absoluta. Identifique no filme formas às quais a “Santa Inquisição” recorria para defender a unidade da Igreja.

03_ Podemos atribuir à rosa um referencial para o conhecimento da Idade Média (representado no filme através da literatura contida na biblioteca do mosteiro beneditino), logo subentendemos que O Nome da Rosa é, na verdade, uma alusão ao saber, inacessível e mortal. Em contrapartida, as palavras finais do narrador da história fazem surgir um outro ponto para a atribuição do título do filme. Elas nos remetem à camponesa que teve relações sexuais com o noviço Adso de Melk, despertando nele o amor, cujo nome não é revelado nem mesmo no fim da história. Na opinião do grupo, qual das explicações parece fazer mais sentido? Por que o título: O nome da rosa?

04_ O filme retrata muitos pontos de grande valia, dentre os quais podemos destacar a considerável influência da Igreja sobre todos os assuntos da humanidade (os de cunho religioso e espiritual bem como social, econômico e político da época medieval). Era dentro dela que estava toda a fonte de conhecimento e este não podia, de forma alguma, ser distribuído à sociedade de forma homogênea - a Igreja correria o risco de perder boa parte da sua influência ideológica e de seu poder de controle. Através desse pensamento, justifique o artifício de envenenamento das pontas das páginas de livros da biblioteca.

05- A cena de maior impacto no filme foi quando a camponesa e o noviço tiveram um enlace sexual dentro do mosteiro pelo fato de que os motivos que os levaram a praticar tal ato foram baseados em seus instintos: o do noviço de cunho sexual, de descobrir porque se sentia tão envolvido com aquela camponesa; e o da garota pela prestação de favores aos monges em troca de alimento que era, visivelmente, a sua única forma de alento. Ainda hoje é prática na Igreja Católica o Celibato Clerical (orientação para que os padres não se casem e se dediquem apenas à atividades religiosas). Qual a opinião do grupo sobre essa prática?

06_ São duas as ordens religiosas retratadas no filme: a dos Franciscanos e a dos Beneditinos. A primeira, também conhecida por Ordem dos Frades Menores, está representada na pessoa do frade William de Baskerville (e seu noviço) cujo destino foi um monastério beneditino onde teve de desenvolver pesquisas para a solução de um mistério que envolvia mortes naquele espaço. Ambas as ordens tinham em comum um conceito educacional que imperava na época, sempre direcionado à educação religiosa, teológica. Os beneditinos, desde muito cedo, eram submetidos ao rigor do ofício divino, que estabelecia um cronograma temporal para realização de atividades teológicas aliadas a árduos trabalhos manuais agrícolas para subsistência. A instituição tinha um lema “Ora Et Labora” que quer dizer “Reza e trabalha” e um dos seus preceitos mais valorados era o de incentivar uma convivência comunitária. Comente passagens do filme que confirmam essa tese.

07_ Scriptorium, em tradução literal “um local para escrever”, caracteriza lugar fechado e isolado, destinado a guardar os “tesouros do saber”. Agregava antiquarii, librarii, scriptores e illuminatores monges e não monges, que se colocavam a serviço da produção, preservação, circulação e venda de manuscritos, sendo os responsáveis pela criação de códices em boa parte da Idade Média. Qual a importância dos monges copistas para a preservação da cultura durante a Idade Média?

08_ Tudo o que ia de encontro aos dogmas religiosos eram considerados heresias pela Igreja e no filme há claros exemplos relatados. O riso era tido como uma zombaria ao divino. “Mais amargo que a morte é a mulher”, frase dita por um dos personagens do filme que coloca a mulher num patamar pecaminoso. Símbolos de bruxaria, como o gato preto e a galinha preta, eram também tido como prática de heresias. O aparecimento do Anticristo (presença do demônio no mosteiro beneditino) foi o acontecimento marcante que suscitou a ida do monge William de Baskerville em seu trabalho de investigação. As mortes ocorridas no mosteiro seriam motivo suficiente para que o Papa declarasse o monastério como herege. Contestar o veredicto de um Inquisidor era também considerado heresia. Dentro desse quadro, qual o destino final do mosteiro?

09_ No filme, os camponeses são miseráveis, tratados com ríspida arrogância e desdém pelos monges do mosteiro. Alguns realizavam atividades primárias de subsistência. Não há nenhuma fé clara, nenhuma caridade. Assim, os camponeses medievais viviam de sobras, moravam em casas de madeira de um só cômodo, com telhado de palha e chão batido, vestiam roupas artesanais, e em sua maioria eram analfabetos. Como podemos caracterizar os camponeses atuais? Com quais tipos de problemas hoje eles se deparam?

10_ Quais são as conclusões finais do grupo após a análise do filme?

27 de setembro de 2011

Atividade Avaliativa_ IV Bimestre Noturno 2011

O Grito do Ipiranga_ Pedro Américo_ 1888

* Para as turmas do 2º ano de História _  Noturno


ATIVIDADE AVALIATIVA_ IV Bimestre
Conteúdo: Independência do Brasil (1822), O Reinado de Dom Pedro I (1822-1831), Período Regencial (1831-1840).



Independência do Brasil (1822)

01_ Embora tivessem muito em comum, o processo de independência no Brasil e o processo de independência na América Espanhola apresentaram algumas diferenças bem visíveis. Indique algumas delas.

02_ Hoje, que avaliação podemos fazer do Brasil? Nesses mais de 180 anos de independência, conquistamos autonomia econômica? Superamos as mazelas de uma organização social fundamentada no latifúndio e no trabalho escravo? Quais as heranças do período colonial?

O Reinado de Dom Pedro I (1822-1831)
03_ Após o 7 de Setembro de 1822, restava ao Brasil dar vários passos para se consolidar como nação independente. Um deles era obter o reconhecimento internacional. Resuma como o Brasil obteve esse reconhecimento.

04_ Confederação do Equador, Guerra Cisplatina, Noite das Garrafadas. Muitos foram os movimentos contrários à autoridade de dom Pedro I. Resuma as principais características dos movimentos de oposição a dom Pedro I que culminaram com sua abdicação.

Período Regencial (1831-1840)
05_ Complete o quadro das revoltas regenciais com os seguintes dados:

Revolta
Período
Local
Reivindicações
Consequências
Cabanagem




Balaiada




Revolta dos Malês




Sabinada




Guerra dos Farrapos





24 de setembro de 2011

Simulado Específico para as Disciplinas de Filosofia e Sociologia



ü  Este caderno de questões de Vestibular destina-se aos alunos das 3ª séries do Ensino Médio Matutino como preparatório para o ENEM 2011;
ü  Data limite para entrega do Gabarito: 17/10/2011.
ü  Com a resolução deste, será atribuída nota para as duas disciplinas.


Obs.: Não tentem ler o arquivo online, por algum motivo ainda misterioso para mim, não consegui fazer a conversão correta do documento para leitura online, mas se fizerem o download, conseguirão visualizar da maneira correta em seus computadores. Vai entender...


https://docs.google.com/leaf?id=0BxgzUZ5WGuI6Y2NkMmZhYzQtMmZhZS00YzBkLTg4MDQtZTVlMzE0NDA3N2Qx&sort=name&layout=list&num=50

21 de setembro de 2011

A ilusão do desenvolvimento econômico


Texto complementar ao Capítulo 07_ O subdesenvolvimento na disciplina de Sociologia para os 3º anos do Ensino Médio _  Matutino
* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 4º Bimestre, em Sociologia.
* Para as turmas 3º A, B e C.
* Data limite para postagem de comentários: 31/10/2011.



A ilusão do desenvolvimento econômico

A ideia defendida nas últimas décadas, de que as grandes massas de população dos países pobres podem atingir os padrões de consumo da minoria da humanidade que vive hoje nos países altamente industrializados, como os Estados Unidos, não passa de um mito, de uma ilusão. 

Essa ideia interessa aos ricos dos países pobres, pois justifica a concentração da riqueza em poucas mãos, em nome do progresso tecnológico e do desenvolvimento económico que, como eles querem fazer crer, futuramente irão beneficiar toda a população. Enquanto isso, essa população continua na miséria, sem alimentação, sem moradia, sem saúde, sem educação; as grandes metrópoles continuam com seu ar irrespirável, a crescente criminalidade, a deterioração dos serviços públicos, etc. 

O que os defensores do mito do desenvolvimento económico deixaram de considerar é o impacto sobre a natureza de uma eventual universalização do consumo, conforme eles preconizam. Um estudo feito por um grupo de especialistas procurou responder a esta pergunta: "O que aconteceria se o desenvolvimento económico, para o qual estão sendo mobilizados todos os povos da Terra, chegasse efectivamente a universalizar-se?" 

A resposta é clara: se isso acontecesse, a pressão sobre os recursos não-renováveis (petróleo, carvão, urânio, alumínio, etc.) seria tal que o sistema económico entraria em colapso; a depredação do mundo físico e a poluição seriam de tal ordem que colocariam em risco as possibilidades de sobrevivência da própria espécie humana. Conclusão: a ideia de que os povos pobres podem um dia chegar a ter os padrões de consumo dos povos ricos é irrealizável, não passa de uma ilusão.

Na verdade, o que acontece é que essa ideia - do desenvolvimento económico - serve para levar os povos pobres a aceitar grandes sacrifícios em nome de um futuro que nunca vai acontecer. Essa ideia serve também para desviar as atenções das necessidades básicas da vida humana - alimentação, saúde, habitação, educação -, para cuja satisfação devem orientar-se os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos. O desenvolvimento de um povo só será possível por meio do atendimento a essas necessidades, para as quais precisam ser orientados os investimentos.

Baseado em: FURTADO, Celso. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1974.

Pense, explique e opine

1. Por que, na opinião do autor, o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos é uma ilusão?

2. Qual o caminho apontado pelo autor para resolver os problemas do subdesenvolvimento de um povo?

3. Na sua opinião, o Brasil está seguindo esse caminho? Explique sua resposta.

Os índios de Roraima


Texto complementar ao Capítulo 05_ Fundamentos econômicos da sociedade na disciplina de Sociologia para os 2º anos do Ensino Médio _  Matutino

* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 4º Bimestre.
* Para as turmas 2º A, B, C, e D.
* Data limite para postagem de comentários: 31/10/2011.


Os índios de Roraima 

Os Yanomami são a tribo mais numerosa entre os indígenas brasileiros, e os de cultura mais preservada. De acordo com a Funai, devem ser cerca de 9 000 no Brasil e outros tantos na Venezuela, pois vivem nas terras fronteiriças dos dois países.

A língua Yanomami comporta alguns subgrupos, que definem diferentes áreas de seu território. As variações lingüísticas e as distâncias dialetais autorizam os antropólogos a supor que os Yanomami ocuparam a mesma área por cerca de 3 000 anos.

Tratava-se do maior congresso de tuxauas (caciques) de toda a história daqueles índios. Havia ainda dois tuxauas Macuxis que lá estavam como observadores, mas também para contar a longa experiência do seu doloroso contato com os brancos. No começo, as amabilidades e os pequenos presentes, em seguida, a contaminação com as doenças comuns entre os brancos e mortais para os índios. No final, a expulsão dos índios de suas terras.

No Conselho dos tuxauas todos discursaram longamente. Falaram de seu infortúnio na convivência com o branco e da necessidade de eliminar as querelas internas, para uma união guerreira contra as invasões. Os discursos eram semelhantes. "Comem nosso queixada, nosso mutum, nosso sapo e nossa cobra, envenenam as águas, derrubam a mata e deixam o sarampo, a catapora e a coqueluche, que dizimam adultos e crianças.

Na manhã seguinte saíram alguns caçadores e voltaram umas três horas depois com quinze queixadas, quase todos mortos com uma única, certeira e mortal f1echada. Hábeis açougueiros, em pouco tempo limparam e esquartejaram os animais. Uma parte começou a ser assada, e o restante moqueado para ser comido no curso da semana.

Carbonizada na superfície, a carne conserva-se por mais de dez dias.

À tarde, seguimos a pé para a aldeia Watoriktheri, que quer dizer Serra dos Ventos. Uns 8 quilômetros difíceis para nós e facílimos para toda a tribo, onde as mulheres andavam alegres, carregando pesada carga de porco moqueada e bananas, além das crianças.

Chegamos à aldeia junto com a noite. Aí o espanto com a comovente beleza da mal oca. Uma enorme construção de madeira, bambu e palha. Redonda como uma bacia emborcada e sem fundo. Mais de 50 metros de diâmetro. Toda a volta coberta em torno do círculo central (com 25 metros de diâmetro), em cuja borda o telhado alcançava 10 metros de altura, com as águas vertentes para o limite redondo da maloca.

As famílias distribuíram-se pelo círculo junto às paredes de palha. Armaram, redes rústicas e acenderam pequenas fogueiras que foram realimentadas a noite inteira. Seguiram-se cantos e danças, que saudaram hospitaleiramente os visitantes.

Os Yanomami vivem da caça, da pesca, de frutas silvestres e de uma agricultura rudimentar. Cultivam mandioca, banana, tabaco. Não fumam: enrolam as folhas na forma de um cilindro de 5 centímetros de comprimento e de diâmetro, e o encaixam entre o lábio e os dentes do maxilar inferior.

Relatos anteriores já deram conta da importância da banana na dieta e na cultura dos Yanomami. Nas malocas há sempre um grande e pesado tronco, escavado na forma de uma canoa, onde nas ocasiões festivas são esmagados em águas centenas de cachos. A beberagem é ingerida em cuias, num processo compulsivo. Chegam ao vômito e voltam a comer o mingau amarelo.

Para nós que vivemos no mundo marcado pelos antagonismos, pela degradação da natureza e pela violência dos conflitos sociais, é estimulante a reflexão sobre uma sociedade sem classes e que vive em harmonia com a natureza. No posto Demini e na maloca -Watoriktheri -, observamos o comportamento de cerca de trinta crianças com menos de 6 anos. Não foi possível assistir a uma única briga, ou a um singular choro infantil, como esses que ocorrem dez vezes ao dia nas famílias brasileiras. São brincalhões e alegres. O folguedo preferido é o de atirar pedras com certeira pontaria.

A agricultura, a cerâmica, a cestaria e os diferentes utensílios são tão primitivos que mostram os Yanomami num tempo muito distante daquele que os historiadores chamam de "revolução agrícola do Neolítico Superior". Esta foi a grande inflexão da História, o abalo sísmico que mudou o destino da raça humana, singelamente resultou de que o homem começou a produzir mais do que precisava. Aí surgiram as questões da divisão do trabalho e de quem se apropria do excedente. A comida guarda proporção com a fome. Mas o critério de referência para a formação do excedente passou a ser o seu próprio crescimento, mesmo à custa da fome. Esse foi o marco inicial daquilo que chamamos de "civilização", ou melhor, da história da servidão humana ...

(Adaptado de GOMES, Severo, Folha de São Paulo) 

Pense e explique

1_ Qual é o modo de produção característico dos Yanomami mostrado pelo texto? Explique sua resposta.

2_ Quais as consequências da expansão do modo de produção capitalista sobre os povos indígenas brasileiros mencionadas no texto?


12 de setembro de 2011

Revisão para o Simulado de História_ 1ª Série do Ensino Médio (Noturno)_ Roma



Revisão para o Simulado de História_ 1ª Série do Ensino Médio (Noturno)

Texto para as questões
→ Roma : povoada por pastores nômades há aproximadamente 1.000 AC ;
→ Lenda da Fundação de Roma- A lenda de Rômulo e Remo ;
→ Sociedade Romana formada por:
- Patrícios
- Plebeus
- Escravos
→ A evolução política de Roma está dividida em Monarquia, República e Império;
→ Durante o Período Republicano em Roma, o efetivo controle político estava consolidado no poder do Senado e dos Cônsules;
→ A crise o Império Romano foi marcada por um processo que alterou as relações sociais e políticas determinando novos vínculos, assentados, principalmente na posse de terras;
→ No século III, o Império Romano sofreu uma grave crise provocada pela falta de escravos que eram a mão-de-obra principal devido ao esgotamento das guerras de conquista;
→ O Édito de Milão, assinado pelo Imperador romano Constantino em 313, mudou as relações entre a Igreja Católica e o Estado porque tornou oficial a religião cristã em todo o Império Romano;
→ A mulher em Roma: Roma é uma sociedade ancestralmente patriarcal. À cabeça de cada grupo estava um pater familias que exercia o seu poder até à morte, podendo decidir da vida ou morte dos seus filhos. Pelo casamento, a mulher passava a depender da família do marido, ficando submetida a um poder familiar semelhante ao que tinha em casa antes do matrimônio, pois o esposo podia também decidir da sua vida. A generalidade das meninas romanas recebia apenas uma instrução básica, pois a sua função primordial era prepararem-se para ser esposas e mães, apesar de ter havido exemplos de mulheres que exerceram influentes profissões ou que dirigiram negócios lucrativos.

Atividade de revisão (Procurar respostas neste texto e no livro; entregar na quarta 14/09; valor: 1,0)

01_ Existem duas explicações para a origem de Roma, uma lendária e outra histórica. Explique as duas versões.

02_ Como estava formada a sociedade romana? Qual papel cabia à mulher nela?

03_ Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado em um grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da península Itálica e mais tarde para todo o mundo da orla do mar Mediterrâneo. Nas mãos de quem estava o poder durante o período republicano?

04_ Cite os problemas que levaram à crise do Império Romano, sobretudo no que diz respeito à posse de terras e falta de escravos.

05_ Qual a importância do Édito de Milão para os cristãos em Roma?

4 de setembro de 2011

Desafio de História



"O fato é que a elite brasileira nunca se interessou em mostrar os movimentos de resistência ocorridos no Brasil frente à dominação cruel imposta pela ditadura militar, afinal de contas, assim fica mais fácil esquecer das perseguições políticas, censura, espancamento de artistas, torturas e mortes executadas pelos militares, e apoiados por parte da imprensa como o jornal Folha de S. Paulo, que hoje cinicamente defende a liberdade de imprensa." 

Este foi  mais um fato ocorrido neste período. Alias que período é esse? Quem está sendo mostrado nessa imagem?  Explique especialmente o mistério desse fato...

A melhor resposta postada aqui, será recompensada com 1,0 (Extra no III Bimestre).

30 de agosto de 2011

Adolescência, cultura, vulnerabilidade e risco


* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre, em Filosofia.
* Para as turmas 1ºB, C, D, E e F.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.



Adolescência, cultura, vulnerabilidade e risco

Por: Dra. Maria Ignez Saito

Médica chefe da Unidade de Adolescentes do Instituto da Criança HC - FMUSP. Doutora em Medicina. Departamento de Pediatria FMUSP.


A adolescência deve ser encarada como etapa crucial do processo de crescimento e desenvolvimento cuja marca registrada é a transformação, ligada aos aspectos físicos e psíquicos do ser humano, inserido nas mais diferentes culturas.

As modificações físicas constituem a parte da adolescência denominada puberdade, caracterizada, principalmente, pela aceleração e desaceleração do crescimento físico, mudança da composição corporal, eclosão hormonal envolvendo hormônios sexuais e evolução da maturação sexual, que pode ser acompanhada através do desenvolvimento de caracteres sexuais secundários masculinos e femininos. Evoluem paralelamente às mudanças corporais aquelas de ordem psico-emocional, que foram, por Knobel e Aberastury, reunidas na Síndrome da Adolescência Normal. Constituem características importantes dessa síndrome a busca da identidade, a tendência grupal, o desenvolvimento do pensamento conceitual, a vivência temporal singular, a evolução da sexualidade, havendo, por vezes, um descompasso entre o corpo pronto para a reprodução e o psíquico despreparado para esse evento.

Enquanto a puberdade é parâmetro universal, repetindo-se de maneira muito semelhante para todos os indivíduos, a adolescência é praticamente única, singular para cada um, sofrendo inclusive influências socioculturais, o que a faz ser vivenciada de maneira diferente até por indivíduos da mesma família.

Para que possam ser analisadas as relações entre adolescência e cultura, faz-se necessário o entendimento da cultura como a maneira pela qual um grupo se estrutura e configura suas relações sociais. A cultura faz com que a conduta humana seja previsível dentro de um certo leque de possibilidades, variável em cada sociedade. É relevante lembrar que o conceito de adolescência não nasceu com o início dos tempos, mas delineou-se como resultado da reflexão humana sobre a singularidade dessa etapa de passagem entre a infância e a adultícia. Esse período é extremamente relevante para a construção do sujeito individual e social, devendo ser porém considerada sua vulnerabilidade e risco.

Chega-se, então, à conclusão de que a própria adolescência é uma invenção da cultura, um produto da industrialização, da tecnologia, da mídia, da globalização, exigindo uma contínua adaptação para que o adolescente ingresse como sujeito na vida adulta.

A cultura permeia, sem dúvida, o processo de socialização, que já foi definido como "o processo pelo qual um indivíduo aprende e adota idéias, crenças, atitudes, normas e valores de cada sociedade". A resposta do adolescente será mais ou menos adequada dependendo de sua história de vida e do seu grau de adaptação à sociedade em transformação.
(...)

Em relação ao adolescente propriamente dito, risco e vulnerabilidade estão muito ligados às características próprias do desenvolvimento psico-emocional dessa fase da vida. A busca de identidade leva ao questionamento dos padrões adultos e, portanto, da autoridade de pais, professores... A exposição ao novo funciona como um grande desafio vinculado à onipotência do adolescente que se julga sempre vencedor; por outro lado a timidez e a baixa auto-estima podem torná-lo potencialmente frágil, levando-o à vinculação com soluções externas inadequadas para os seus problemas (uso de drogas).

A tendência grupal induz muitos jovens a assumirem comportamentos para os quais não estão preparados – experimentar drogas, iniciar relacionamento sexual, entre outros. Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápido e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamento.

As vivências da sexualidade trazem também possibilidades de risco como a gravidez precoce; a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis; o aborto, que podem comprometer o projeto de vida ou até a própria vida.

A família é o primeiro grupo de referência na história dos indivíduos. Famílias desestruturadas contribuem para o esgarçamento da personalidade, tornando as pessoas frágeis e vulneráveis, podendo assim favorecer a inserção do risco. A ausência do afeto impossibilita a introjeção do mesmo, criando um vazio a ser preenchido das mais diferentes maneiras, que podem envolver inclusive a gravidez precoce e seus desdobramentos.

O modelo familiar funciona também como fator de proteção, onde estão presentes o amor, o compromisso, o respeito, o diálogo e também os limites que devem ser colocados com autoridade e afeto e nunca com autoritarismo. É necessário que o maior ensinamento seja o uso da liberdade vinculado à responsabilidade.


Fonte: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/473/body/01.htm. Acesso em 30/08/2011.

A partir da leitura atenta do texto, responda às seguintes questões:

a) Quais são os problemas apontados pelo texto, vividos pelos jovens entre os 12 e os 18 anos que caracterizam a chamada Síndrome da Adolescência Normal?

b) De que forma eles podem ser encarados pela família e pela sociedade?

c) "A busca de identidade leva ao questionamento dos padrões adultos e, portanto, da autoridade de pais, professores..." Discuta esse trecho do texto.

28 de agosto de 2011

Atividade sobre o Regime Militar no Brasil



Atividade Interdisciplinar sobre o Regime Militar no Brasil para os 3º anos do Ensino Médio _  Matutino

* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre, em Sociologia.
* Para as turmas 3º A, B e C.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.



Pra não dizer que não falei das flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria ou viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Geraldo Vandré. 1968 Fermata do Brasil/ Editora Música Brasileira Moderna Ltda. Todos os direitos reservados.

Responda:
A canção de Geraldo Vandré foi considerada um hino de protesto contra o regime militar no Brasil. Ela foi apresentada ao público em um festival de música brasileira em 1968 (ano do AI-50), no qual tirou o segundo lugar. Identifique os versos que sugerem a necessidade de participação do povo para que haja mudança na sociedade.

Timóteo Cabral (Thiago Peixoto): Da ficção global direto pra a Secretaria de Educação de Goiás

Thiago Peixoto
Secretário de Educação de Goiás



Timóteo Cabral_ Cordel Encantado











Amados meus de longa ou curta data, estou aqui novamente instigada pela semelhança existente entre o coronelzinho da ficção que tomado por evidente transtorno mental e iludido por outros personagens com perfil psicológico semelhante,auto-declarou-se Rei isso mesmo Reizinho de um reino fictício, baixando decretos absurdos, revelou seu despreparo para o cargo que imagina ser dono, quis trazer de volta a guilhotina entre outras arbitrariedades típicas de governos autoritários os quais a história nos oforece muitos exemplos que nos surpreende não só pelos absurdos de seus governos, mas também por se transformarem em anti-exemplos, figuras patéticas dignas de temor, pena e indignação.


Saindo da ficção me deparo com um personagem interessante, curioso que está "causando" aqui em Goiás na gestão educacional. O nosso "Timotinho" foi criado no seio da oligarquia pmdebista que desde a década de 90 esqueceu o passado comum com o atual governo ao qual se declara "oposição". "Timotinho" no exercício de seu mandato de deputado estadual aprovou no fechar das cortinas do ano legislativo de 2010, um projeto de lei que retirava prerrogativas até então de competência do Conselho Estadual de Educação e transferindo essas atribuições à pessoa do secretário de educação, muitos deputados afirmam ter votado sem saber do se tratava de fato o projeto, alguns parlamentares ditos de esquerda admitiram o fato após as primeiras ações de "Timotinho, o terrível" (sem comentários). Voltando, aprovado o projeto nosso reizinho deixaria a assembléia rumo ao congresso nacional, no entanto, o inesperado acontece, "Timotinho" que é economista mas se considera um educador dententor de idéias revolucionárias, é convidado pelo antes odiado governador, a assumir adivinha? O cargo de Secretário de Educação, o PMDB ameaçou expulsá-lo, mas "Timotinho" havia conseguido a sua grande oportunidade para ser reconhecido como educador, iniciou-se assim seu reinado.

A primeira declaração de Timotinho é que o problema da educação na rede estadual era uma questão de gestão e não de investimento, mesmo com inúmeros prédios condenados pelo corpo de bombeiros, sem falar que o salário dos professores de Goiás é pior da região centro-oeste e sem ao menos dar sinais de cumprir com a lei do piso nacional. Ah sim, vem impondo de cima para baixo mudanças no sistema avaliativo sem melhorar as condições de trabalho dos educadores, para evitar motins Timotinho possui os BATORÉS da vida que receberam 45% de aumento como incentivo ao seu trabalho que na verdade é um pedaço de carne pra atiçar os cães de guarda de TIMOTINHO - há exceções - uma das idéias das quais ele mais se orgulha é o PROGRAMA RECONHECER que funciona assim: o professor ou professora que esteja em regência receberá ao final de um ano de trabalho a bagatela de 1.500 reais como reconhecimento de seu mérito, no entanto se esse professor tiver uma falta no ano ele perde esse benefício e ainda coloca em risco o benefício dos seus colegas, meritocracia pra inglês ver. E mais a frequência de todos os professores da escola está afixada no mural, muitos questionam a legalidade do método de controle brilhante de Timotinho, mas desde quando Rei Timóteo Cabral, O Terrível, precisa obedecer as leis, será que ele sabe o que é constituição? O que dirá inconstitucionalidade? 

O que será de Brogodó?

Aguardem o desfecho.


Por: Roberta Pereira Vilela
http://robertafala.blogspot.com/2011/08/timoteo-cabralthiago-peixotoda-ficcao.html

25 de agosto de 2011

O sentido da liderança


Texto complementar ao Capítulo 04_ Agrupamentos sociais na disciplina de Sociologia para os 2º anos do Ensino Médio _  Matutino

* Ao aluno que responder aqui no Blog à questão proposta, será atribuído 1,0 (Extra) à média do 3º Bimestre.
* Para as turmas 2º A, B, C, e D.
* Data limite para postagem de comentários: 14/09/2011.

                                              Adolf Hitler                                        Nelson Mandela com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.             
O sentido da liderança
Costuma-se dizer que a liderança faz o mundo andar. O amor, sem dúvida, facilita o caminho. Mas o amor é um compromisso privado entre duas pessoas conscientes, enquanto a liderança é um compromisso público com a História. O conceito de liderança ressalta a capacidade de alguns indivíduos comoverem, inspirarem e mobilizarem massas populares, de forma a caminharem juntos na busca do mesmo objetivo. Algumas vezes, a liderança está a serviço de fins dignos; outras, não. Entretanto, independentemente de seus objetivos, os grandes líderes deixam sua marca pessoal nos anais da História.

Mas a liderança pode melhorar ou piorar a História. Alguns líderes têm sido responsáveis pelas loucuras mais extravagantes e pelos crimes mais monstruosos. Em contrapartida, outros têm sido vitais em conquistas da humanidade, tais como a liberdade individual, a tolerância racial e religiosa, a justiça social e o respeito pelos direitos humanos.

Não há um modo seguro de reconhecer antecipadamente quem irá liderar para o bem ou para o mal. Um dos critérios de avaliação pode ser este: os líderes comandam pela força ou pela persuasão? Pela dominação ou pelo consentimento?

Na maior parte do curso da História, a liderança foi exercida pela autoridade de direito divino. O dever dos seguidores era submeter-se e obedecer. “Não perguntar por que, apenas fazer e morrer.”

A grande revolução dos tempos modernos foi a revolução da igualdade. A idéia de que todos os indivíduos podem ser iguais perante a lei solapou as velhas estruturas de autoridade, hierarquia e respeito.

Um governo fundamentado na reflexão e na escolha exigia um novo estilo de liderança e uma nova qualidade de seguidores. Tornava necessários líderes que respondessem aos anseios populares e seguidores ativos, suficientemente bem informados para participar do processo.

Um segundo critério para avaliar a liderança pode ser a finalidade da procura do poder. Quando alguns líderes têm como objetivo a supremacia de uma raça, a promoção de uma revolução totalitária, a aquisição e exploração de colônias, a proteção de ambições e privilégios, ou a preservação do poder pessoal, é bem provável que suas lideranças em nada façam avançar a causa da humanidade. Quando o objetivo do líder é a abolição da escravatura, a libertação da mulher, a ampliação de oportunidades para os pobres e desamparados, a extensão de direitos iguais para as minorias raciais, a defesa da liberdade de expressão e de oposição, é provável que sua liderança seja uma contribuição para o aumento da liberdade e do bem-estar humanos.

Alguns líderes têm causado um grande mal à humanidade. Outros foram responsáveis por grandes benefícios. Mesmo os “bons” líderes devem ser olhados, com certa cautela. Líderes não são semideuses: eles comem e se vestem como o mais simples dos mortais. Nenhum líder é infalível, e cada líder deve ser lembrado disso de tempo em tempo. A irreverência irrita os líderes, mas é o que os salva. A submissão total corrompe o líder e degrada seus seguidores. O culto do líder é sempre um erro. Felizmente, a adoração do herói gera seu próprio antídoto, pois, como disse o filósofo americano Ralph Waldo Emerson (século XIX), “Todo herói acaba se tornando um chato”.

O principal benefício que os grandes líderes propiciam é encorajar-nos a viver conforme nossa consciência, a sermos ativos, perseverantes e resolutos na afirmação de nossa própria opinião sobre as coisas. Pois os grandes líderes atestam a realidade da liberdade humana contra as supostas inevitabilidades da História. Confirma a sabedoria e o poder eventualmente contidos em cada um de nós, o que explicaria por que Abraham Lincoln continua a ser o exemplo supremo de uma liderança notável. “Um grande líder”, disse Emerson, “aponta novas possibilidades para toda a humanidade.” “Nós nos alimentamos de gênios… Existem grandes homens para que possa haver homens maiores ainda.”

(Adaptado de: SCHLESINGER, Jr., Arthur M. O sentido da liderança.)

Pense e responda:
01_ Dê exemplos de líderes "bons" e "maus", segundo os critérios  citados no texto. Explique sua escolha.

23 de agosto de 2011

Redes sociais – Você ainda vai usar!


Por Sidnei Oliveira

“Era a quinta vez que ele recebia um convite para participar de um jogo em uma comunidade virtual. Como anteriormente, o convite era solenemente ignorado e deletado. A única conclusão razoável para este tipo de divertimento virtual, era que consumia tempo de jovens desocupados ou completamente desorientados. Como alguém pode perder tempo fazendo colheitas virtuais ou ainda cuidando de lanchonetes e aquários digitais?”

“Uma pesquisa feita pela da Socitm (do inglês Sociedade de Gestão da Tecnologia da Informação) na Inglaterra apurou que 67% dos conselhos administrativos nas empresas baniram completamente o acesso às principais redes sociais no ambiente de trabalho por meio do bloqueio das páginas dos principais sites (Twitter, Facebook e Linkedin). Os motivos alegados para o bloqueio foram o temor da exposição a vírus e outras ameaças aos computadores das empresas, além da avaliação de que, o acesso a estas redes sociais representam uma grande “perda de tempo” pelos funcionários.”

Li recentemente os textos acima em sites e blogs na internet e fiquei preocupado com a interpretação que muitos estão dando para o fenômeno das redes sociais. Em meus artigos normalmente proponho uma reflexão mais atual sobre a impossibilidade de impor barreiras e bloqueios a este comportamento, contudo vejo que, infelizmente poucos gestores se lembram que a internet também foi considerada uma “porta aberta” para vírus e outras ameaças. No início da internet poucos funcionários tinham acesso a uma conexão e a um navegador em seu micro, pois o mesmo era bloqueado por ser considerado “perda de tempo”. Da mesma forma, uma conta de e-mail só era fornecida aos que tinham cargos mais graduados na empresa, pois presumiam que somente estes funcionários teriam discernimento para utilizar a rede.

Tudo isto foi inútil, pois quem tinha desejo em acessar a rede criou alternativas e caminhos para superar os bloqueios e barreiras e o tempo mostrou que a lentidão em a aceitar o fenômeno da internet trouxe apenas mais custos para quem demorou a se adaptar a nova realidade. Apesar de toda esta experiência recente, ainda vemos alguns mitos surgindo para justificar a existência destes bloqueios. Alguns destes mitos são:

É feito apenas para crianças. – anulando qualquer argumento que diz que as redes sociais são redutos infantis na internet, foi observado em um estudo recente que as redes sociais tiveram um crescimento de mais de 200%, estimados em mais de 250 milhões de novos usuários com idade entre 34 e 50 anos somente em 2009.

Os relacionamentos em redes sociais são superficiais. – Este pensamento tenta avaliar como desperdício de tempo qualquer contato com pessoas que você não conhece na vida real, pois não cria relações duradouras. Na verdade o fato é justamente o oposto, uma vez que as redes sociais permitem um contato mais direto em seus relacionamentos. Para as empresas esta conexão é ainda mais significativa, pois podem obter informações valiosas sobre o comportamento de seus clientes.

É apenas o assunto do momento, a moda vai passar – Realmente há um frenesi nos meios de comunicações sobre este fenômeno levando muitos a se tornarem céticos e criarem barreiras pessoais para o que consideram uma mania temporária. Mas as redes sociais são ferramentas de uma mudança mais profunda e fundamental. Estamos entrando em uma era onde tudo está se conectando, nossa forma de consumir, nossa forma de trabalhar, nossa forma de estabelecer amizades e relacionamentos, enfim nosso estilo de vida.

Assim como aconteceu com a chegada da internet nos anos 1990, as redes sociais representam uma nova etapa na evolução do comportamento das pessoas, especialmente dos jovens de hoje, nomeados como geração Y, que usam estas ferramentas para potencializar suas características e criar um novo posicionamento com as demais gerações.

Acredite! É uma ilusão pensar que os bloqueios e barreiras aos sites de redes sociais são eficientes contra toda a capacidade criativa desta geração, basta analisar o crescimento no consumo de aparelhos celulares com acesso direto às redes sociais. Para estes aparelhos as barreiras não tem efeito.

Resta portanto, reavaliar aquele convite para montar uma fazenda virtual ou se conectar a uma rede como Twitter, que muitos ainda não sabem para que serve. Somente assim teremos o privilégio de participarmos deste aprendizado, criando condições de também influenciarmos a direção que nos leva este fenômeno mundial.

Fonte:
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-management/2011/08/23/redes-sociais-voce-ainda-vai-usar/

21 de agosto de 2011

Homenagem póstuma_ Arimatéia




Homenagem póstuma ao meu tio Arimatéia (que também foi meu professor de Matemática), que se foi em 17 de Agosto de 2011 após 65 dias lutando contra um câncer. 

Saudades eternas de seus familiares e amigos.