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20 de agosto de 2011

Exploração de minérios no Brasil Colonial

As mil e uma noites


Para o pessoal das 1ª séries do Ensino Médio

Texto complementar sobre o livro "As mil e uma noites" _  As Mil e uma Noites é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, é composta por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI.

Num distante País vivia um homem bonito e honrado, esse rei, de nome Shariar, já havia sido muito feliz, sem saber que sua esposa guardava um terrível segredo: apesar de fingir que o amava, ela na verdade estava apaixonada pelo servo mais indigno da corte. 

Um dia Shariar casualmente a surpreendeu num canto escuro do palácio nos braços do amante. Transtornado pela dor e pelo espanto, o soberano soltou um grito medonho e sacou da espada para cortar a cabeça da mulher infiel e do servo desleal. 

Pouco tempo mais tarde um cavalo parou na frente do palácio, e o irmão do rei, Shazaman, entrou para visita-lo.  
_ Mas é inacreditável; Shazaman exclamou. 
_ Pois pouco antes de partir a mesma coisa aconteceu comigo! Encontrei minha esposa beijando um de meus servos e, como você, também puxei a espada e cortei a cabeça dos pérfidos.

Dias depois Shazaman voltou para seu reino, e Shariar ficou postado junto à fonte, contemplando as águas límpidas com um olhar pensativo. Por fim fez um juramento terrível: 
_ Amanhã à noite vou me casar de novo, mas não permitirei que minha mulher desfrute os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clarear, mandarei executa-la. Na noite seguinte tomarei outra esposa e ao amanhecer ordenarei que a eliminem. E assim hei de fazer sucessivamente até que não sobre neste reino uma única representante do gênero feminino!

Dito e feito. Toda a noite ele escolhia uma nova esposa e toda manhã mandava a infeliz para a morte. Seus súditos viviam apavorados, temendo perder filhas, irmãs, netas. Muitos fugiram para outros reinos, e por fim restou nos domínios de Shariar uma só noiva disponível. Tratava-se de Sherazade, jovem de alta estirpe, filha do primeiro-ministro do soberano. O pobre homem se encheu de pavor e tristeza ao saber que ela estava condenada à morte. Sherazade, no entanto, não se desesperou. Era mais sábia e esperta que todas as suas predecessoras, e junto com a irmã caçula elaborou um plano meticuloso. Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. 

_ Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade, explicou a noiva. 
_ Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!

Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: 
_ Era uma vez um mágico muito malvado... 
Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. 

A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. 

_ Continue!, Shariar ordenou. 
_ Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!
_ Ele que espere, declarou o rei. 
Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. 

_ Conte-me outra!, exclamou. Sherazade sorriu e recomeçou: 
_ Era uma vez... Novamente o sol adiou a execução. Quando Sherazade terminou, ela a mandou contar mais uma história. 

E assim a jovem rainha: conseguia postergar a própria morte. De dia o rei dormia tranquilamente,  à noite, acordava sempre ansioso para ouvir o final da narrativa interrompida e acompanhar as peripécias de mais um herói ou heroína. Já não conseguia conceber a vida sem os contos de Sherazade, sem as palavras que lhe jorravam da boca como a música mais encantadora do mundo. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: 

_ Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?

Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; 
_ Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!
Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. 
_ Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos, disse Sherazade. Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...

Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. 

Assim,  escreveu a seu irmão  e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias...



3 de junho de 2011

"O Circo dos Amores Impossíveis"



A peça teatral musical "O Circo dos Amores Impossíveis" resulta de uma parceria enre o escritor, poeta e letrista Itamar Pires Ribeiro e a cantora, compositora, atriz e circense Débora di Sá.
A idéia orginal e os primeiros textos e músicas surgiram ainda em 1999. Ao longo dos anos "O Circo dos Amores Impossíveis" foi tormando forma. Vários outros trabalhos e compromissos fizeram com sua finalização somente acontecesse no segundo semestre de 2006, momento à partir do qual foram procurados profissionais de longa experiência no meio musical, teatral e circense de Goiânia, para viabilizar sua montagem.



Como não deu certo nossa ida ao espetáculo "Papo Calcinha", substituímos por esta peça.
A nova data será 16/06/11 (véspera da nossa festa junina).
A entrada e o ônibus ficarão por R$ 15,00.
Professores acompanhantes: Ariane, Angelita e Lúbia.

Avaliação de História_ 1º ano do Ens. Médio Matutino_ 1º Bim


01_(Coedi_ 2010) Leia o texto a seguir.
“A diversidade dos testemunhos históricos é infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele.”
BLOC, Marc. In: LE GOFF, História e memória. 5º Ed. Campinas: Editora da Unicamp. 2003. p. 107.
O texto afirma que tudo que as pessoas fazem, dizem ou escrevem pode ser considerado uma fonte histórica e nos ajudam a entender a história de um povo. São exemplos de documentos escritos muito utilizados como fontes históricas:
a)(   ) os objetos religiosos, os móveis e os utensílios;
b)(   ) as fotografias e os desenhos;
c)(   ) as cartas, os testamentos e os registros de nascimento;
d)(   ) os relatos orais.

02_ Em Minas Gerais foi encontrado um fóssil humano datado de 11,5 mil anos, Luzia, como foi chamado esse fóssil que pertencia a uma mulher, deu origem a estudos para comprovar uma provável 4ª onda migratória. As alternativas a seguir se referem à importância da descoberta desse fóssil. Assinale as alternativas corretas.
a) (   ) O Grupo ao qual pertencia Luzia é originário do Chile e passou pelo Brasil a caminho da América do Norte.
b) (   ) A partir do estudo desse fóssil foi possível descobrir que a alimentação na Pré-história brasileira era à base de raízes e frutos, e pobre em proteína animal.
c) (   ) Os homens pré-históricos brasileiros eram de uma estatura relativamente alta.
d) (   ) Luzia pertencia a um grupo negróide.

03_ "De um estado de barbárie homogêneo e mais ou menos estático, vai nascer a complexidade de aspectos do mundo moderno. Esta transformação, de consideráveis conseqüências, foi  extraordinariamente rápida e começou durante o quarto milênio a. C. Longe de ser geral, ela se produziu em algumas regiões onde as condições de vida lhe eram favoráveis. Nessas regiões, a  vida do homem modificou-se muito rapidamente, enquanto na maior parte do mundo o modo de  existência primitivo persistiu durante séculos, talvez milênios." 
(J. Hawkes, Histoire de l'Humanité, Ed. UNESCO)
O texto refere-se à fase final do Neolítico, quando o homem desenvolveu novas técnicas e aprimorou seus  conhecimentos. Identifique as transformações ocorridas nesse período. 
a)(   ) Surgimento da agricultura e vida urbana.
b)(   ) Surgimento da agricultura.
c)(   ) Surgimento da vida urbana.
d)(   ) Surgimento de um mundo moderno.

04_ Os Estados teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram acumulando características comuns e peculiaridades culturais. Os egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano por que:
a)(    ) se opunham ao politeísmo dominante na época;
b)( ) seus deuses, sempre prontos a castigar os pecadores, desencadearam o Dilúvio;
c)(   ) depois da morte, a alma podia voltar ao corpo mumificado;
d)(  ) construíram  túmulos em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a eternidade;
e)(   ) os camponeses constituíam a categoria social inferior.

05_ (Osec-SP) Se um homem negligenciar a fortificação de seu dique, se ocorrer uma brecha e o cantão inundar-se, o homem será condenado a restituir o trigo destruído por sua culpa. Se não puder restituí-lo, será vendido, assim como os seus bens, e as pessoas do cantão de onde a água levou o trigo repartirão entre si o produto da venda. Esse texto faz referência:
a) (    ) à doutrina de Zoroastro e a seu livro Zend-Avesta.
b) (    ) à Lei de Talião e ao Código de Hamurábi.
c) (    ) ao Livro dos Mortos.
d) (    ) à Sátira das Profissões.
e) (    ) ao Hino ao Sol, de Amenófis IV.

06_ (EFCA-MG) A mais antiga coleção de normas penais econômicas e civis passou à História da Mesopotâmia com o nome de:
a) (    ) Código de Hamurábi.
b)
(    ) Alcorão.
c)
(    ) Código de Drákon.
d)
(    ) Lei das Doze Tábuas.
e)
(    ) Código de Justiniano.

07_ (Coedi_ 2010) Mesopotâmia é uma palavra de origem grega cujo significado é “terra entre rios” e faz referência às terras situadas nas margens dos rios:
a)(   ) Nilo e Tigre;
b)(   ) Tigre e Eufrates;
c)(   ) Nilo e Eufrates;
d)(   ) Tigre e Jordão.

08_ Durante a época das cheias entre os meses de julho e outubro, o rio Nilo depositava em suas margens uma lama fértil, onde eram plantados cereais e hortaliças durante a vazante, nos meses de novembro a junho. Essa afirmação das referencia a civilização:
a)(   ) fenícia;
b)(   ) mesopotâmica;
c)(   ) egípcia;
d)(   ) grega.

09_ Os hebreus, junto aos egípcios, mesopotâmicos, persas, fenícios e cretenses, formaram as primeiras civilizações da Antiguidade, na região do Oriente Médio. Identifique entre as alternativas a seguir, aquela que representa a civilização hebraica,
a)(   ) Os hebreus são antepassados dos atuais judeus ou israelitas. Uma das fontes de sua história é o Zend Avesta.
b)(   ) A importância cultural dos hebreus reside no fato de serem os fundadores do monoteísmo na antiguidade.
c)(    ) O “êxodo” representou a fuga dos hebreus para a terra dos faraós, saindo de Canaã, a fim de fugir da opressão egípcia, sob a liderança de Moisés, entre 1300 e 1250 a.C.
d)(    ) Após a destruição do Templo de Jerusalém pelos romanos, os hebreus se organizaram e provocaram a retirada pacífica dos romanos da Palestina, episódio que ficou conhecido como Diáspora.
e)(   ) Governados por patriarcas, os hebreus viveram na palestina durante três séculos. Os principais patriarcas hebreus, foram  Maomé (o primeiro patriarca), Isaac, Jacó, Moisés e Josué.

10_ Sobre as civilizações da Antigüidade Oriental, é correto afirmar:
a)(   ) Entre os egípcios, embora a prática de mumificar cadáveres tivesse contribuído para o estudo do corpo humano, o respeito que essa civilização tinha pelos mortos proibia a dissecação de cadáveres unicamente para estudos.
b)(   ) Entre os hebreus, os escribas constituíam-se num grupo social que, aprendendo a ler e a escrever, desempenhou importantes funções religiosas, na conversão de fiéis ao monoteísmo.
c)(   ) Os persas acreditavam que o bem e o mal viviam em incessante luta até o dia do juízo final, quando todos os homens seriam julgados por suas ações.
d)(   ) A invenção do alfabeto pela civilização fenícia esteve ligada à necessidade que seus mercadores tinham de firmar contratos comerciais com povos distantes.
e)(   ) Hamurabi foi um rei babilônico que se tornou famoso por mandar elaborar o primeiro código jurídico com leis escritas.

“ A inteligência é o único meio que possuímos para dominar nossos instintos.”
Sigmund Freud

GABARITO
01_ C
02_ B, D
03_ A
04_ C
05_ B
06_ A
07_ B
08_ C
09_ B
10_ C,D,E.

1 de maio de 2011

“Papo Calcinha” da Cia Stars

Ida ao Centro Cultural Martim Cererê para assistir ao espetáculo
“Papo Calcinha” da Cia Stars

Data: 09/05/11 (segunda-feira)
Valor: R$ 10,00 (entrada e ônibus)
Professores responsáveis: Ariane Marzzio, Edson Barbosa e Ana Paula.

Obs.: Aos alunos que forem serão atribuídos 2,0 pontos na matéria de Sociologia.

Série: 2ª                                    Turmas: A, B, C e D.
Série: 3ª                                    Turmas: A, B e C.

O espetáculo “Papo Calcinha”, aborda com humor as dúvidas sobre a sexualidade que surgem a partir da adolescência. Para escrever o texto, a autora Alessandra Cifali contou com o auxílio de alguns profissionais especializados como: infectologistas, psicólogos, ginecologistas e pedagogos.
Em 2004,a dramaturgia Papo Calcinha participou do Festival Tanto Mar, no Rio de Janeiro e, premiada juntamente com outras 14 dramaturgias, foi lançada em livro, pela Senac Rio e pela Ong X Brasil. O livro Aids e Teatro- 15 dramaturgias de prevenção, com apoio de Dráuzio Varella, está a venda nas melhores livrarias, e foi distribuído gratuitamente em instituições, faculdades e grupos teatrais, no Brasil e nos países de Língua Portuguesa.
Em Goiânia, o espetáculo Papo Calcinha, da Cia Stars foi apresentado pela primeira vez em maio de 2006. Foi montado por Karulyne Martins que ao ter contato com o texto se encantou e resolveu trazer o projeto, que já havia sido produzido com grande êxito em São Paulo e Rio de Janeiro, para Goiânia.
Desde então, foram realizadas inúmeras apresentações para jovens e adultos, no interior de Goiás e no Tocantins. Por possuir uma linguagem atual, o espetáculo agrada pessoas de todas as idades. Em 2007, foi apresentado na Mostra Nacional de Teatro de Porangatu (Tenpo) sendo considerado um dos melhores espetáculos pelo público.
A Cia Stars utiliza o espetáculo Papo Calcinha com o intuito de usar o teatro como uma arma contra a falta de informação que tem levado adolescentes e jovens a corromper sua história de vida. Este projeto é de caráter cultural, educativo e didático. Além de propagar arte, informação, conhecimento e lazer, o espetáculo tem a preocupação de transformar, conscientizar e alertar mentes contra a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a Aids. Entre os temas abordados estão o incentivo ao uso da camisinha, gravidez indesejada e aborto, métodos contraceptivos entre outros.
Cinco garotas entre 16 e 19 anos conversam e discutem sobre virgindade, diferenças entre homens e mulheres, menstruação, ejaculação, orgasmo, homossexualismo, gravidez, métodos contraceptivos, AIDS e preconceito.
Camila acha que esta grávida. Cátia não sabe se quer perder a virgindade. Carol só quer saber de “ficar”. Carla se faz de sabichona e Carina guarda um segredo.
Cinco garotas, cinco realidades, mas uma única preocupação, será que estamos nos protegendo?

30 de abril de 2011

COMUNIDADE, SOCIEDADE, CIDADANIA

COMUNIDADE, SOCIEDADE, CIDADANIA

Comunidade: Grupo ou conjunto de grupos sociais que ocupam uma área relativamente pequena, geograficamente delimitada, cujos membros estão ligados entre si por laços de sangue e mantêm a mesma herança cultural e histórica.

Sociedade: Coletividade organizada e estável de pessoas que ocupam o mesmo território, falam a mesma língua, compartilham a mesma cultura, são geridas por instituições políticas e sociais aceitas de forma consensual e desenvolvem atividades produtivas e culturais voltadas para a manutenção da estrutura que sustenta o todo social.

COMUNIDADE E SOCIEDADE

Para o sociólogo alemão Ferdinand Tönnies, a comunidade é definida pelo ato de “viver junto, de modo íntimo, privado e exclusivo”, como na família, nos grupos de parentescos, na vizinhança e na aldeia camponesa. Já sociedade é definida como “vida pública”, como uma associação na qual se ingressa consciente e deliberadamente. Nas comunidades, os indivíduos estão envolvidos como pessoas completas, que podem satisfazer todos os seus objetivos no grupo. Nas sociedades, os indivíduos também se encontram envolvidos entre si; mas a busca da realização de certos fins é específica e parcial. Uma comunidade é unida por um acordo de sentimentos ou emoções entre pessoas, ao passo que a sociedade é unida por um acordo racional de interesses, ou seja, por regras ou convenções racionalmente estabelecidas. Assim, a comunidade é um tipo de agrupamento humano no qual se observa um elevado grau de intimidade e coesão entre seus membros. Nela predominam os contatos sociais primários e a família tem um papel especial.
A sociedade, em contrapartida, é formada por um conjunto de leis e regulamentos racionalmente elaborados. É o que acontece, por exemplo, nas grandes sociedades urbanas industriais. Ali, as relações sociais tendem a ser formalizadas e impessoais; os indivíduos não mais dependem uns dos outros para seu sustento e estão muito menos comprometidos moralmente entre si.
Portanto, a expressão sociedade designa agrupamentos humanos que se caracterizam pelo predomínio de contatos sociais secundários e impessoais, próprios para sociedade industrial, em que há uma complexa divisão do trabalho e o estado é sustentado por forte aparado burocrático.

CIDADANIA

Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho), “cidadão é um indivíduo que tem consciência dos seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação (...). A idéia de cidadania ativa é ser alguém que cobra, propõe e pressiona o tempo todo. O cidadão precisa ter consciência do seu poder”.
Aprender a ser cidadão e cidadã é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência; aprender a usar o diálogo, nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do País. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos estudantes e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola.
Cidadania são os direitos e deveres do cidadão. Ela pode ou não ser exercida, mas, ao contrário da Ética, que só existe quando o próprio indivíduo a reconhece e a impõe a si, a cidadania é concedida à pessoa quando o grupo (o país onde ele mora, por exemplo) o reconhece como cidadão. Ninguém nasce cidadão, mas torna-se cidadão pela educação. Cidadania é, nesse sentido, um processo que começou nos primórdios da humanidade e que se efetiva através do conhecimento e conquista dos direitos humanos, não como algo pronto, acabado; mas, como aquilo que se constrói.
Se todos os seres humanos tornarem-se conscientes de que são cidadãos do universo capazes de tratar com respeito à natureza e seus semelhantes, certamente teremos em nosso planeta não apenas um ambiente saudável e equilibrado, mas também um ambiente ético, livre da violência e de outros comportamentos doentios de algumas pessoas.
Embora a palavra cidadania possa ter vários sentidos, atualmente sua essência é única: Significa o direito de viver com dignidade e em liberdade. Segundo o jornalista e escritor Gilberto Dimenstein, “é o direito de se ter uma idéia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de não ser discriminado por sua raça e cor, ou de praticar uma religião sem ser perseguido”.
Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar os sinais de transito, não largar lixo na rua, não destruir as coisas públicas. Na prática, só determinadas parcelas da sociedade Brasileira alcançam os direitos de cidadania em sua plenitude, como o de receber serviços públicos de água encanada e tratada, rede de esgotos, luz elétrica, boa educação, bons salários, assistência médica, empregos, etc.
A cidadania não se limita a uma palavra, uma idéia, um discurso, nem está fora da vida da pessoa. Ela começa na relação do homem consigo mesmo para, a partir daí, expandir-se até o outro, ampliando-se para o contexto social no qual este homem está inserido. É uma nova forma de ver, ordenar e construir o mundo, tendo como princípios básicos os direitos humanos, a responsabilidade pessoal e o compromisso social na realização do destino coletivo.
Dentre os diferentes temas relacionados a esta questão, destaca-se a violência, que aparece não apenas sob a forma de agressão física, mas, também, como privação de direitos, desqualificação social, transformação do indivíduo em objeto, ignorância, miséria e desemprego.
A cidadania, no trabalho com o grupo, se constrói pelo reconhecimento e respeito às diferenças individuais, pelo combate aos preconceitos, as discriminações (econômica, política, sexual, cultural, etc.) e aos privilégios, pela participação no processo grupal, pela ampliação da consciência em relação aos direitos e deveres e pela confiança no potencial de transformação de cada um.
Segue alguns pontos essenciais a serem observados na temática da cidadania:
Acreditar que cada pessoa é agente de transformação da própria vida e do mundo em que vive;
Acreditar que todas as pessoas são iguais, independentemente de raça, credo, nacionalidade ou status social, em relação aos direitos da existência – sobrevivência, saúde, educação, cultura, esporte e lazer, trabalho, convivência familiar e comunitária, respeito, dignidade e liberdade – e diferentes no exercício dessa mesma existência;
Acreditar que a cidadania é conquistada através da participação coletiva e solidária no processo social, político e econômico, não sendo fruto de uma concessão ou de uma dádiva;
Acreditar que a construção da cidadania percorre necessariamente um caminho. Inicia-se com a formação da identidade e da auto-estima, passa pelo conjunto de aprendizagens básicas para a convivência e se efetiva na solidariedade e na participação social;
Acreditar que o jovem é fonte de iniciativa (ações), liberdade (opções) e compromisso (responsabilidade, ativo construtor de um destino coletivo.
Acreditar que o adolescente deve identificar e incorporar valores positivos pelo curso dos acontecimentos e não pelo discurso das palavras. Deve, portanto, não apenas estudar, mas, principalmente, vivenciar cidadania, democracia e solidariedade;
Acreditar na importância do envolvimento dos adolescentes nas decisões que tenham impacto sobre suas vidas.
“Ser cidadão significa estar na vida e no mundo, sentindo-se parte integrante do gênero humano, peça singular no quebra cabeça da história, participante ativo do esforço de mudança da sua realidade social, deixando por onde passa sua marca. É mais que sobreviver, é mais que viver com prazer, é gozar da existência”.

Referências Bibliográficas

OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Filosofia e Sociologia – Série Novo Ensino Médio. Editora Ática. São Paulo, 2008.
SERRÃO, Margarida; BALEEIRO, Maria Clarice. Aprendendo a ser e a conviver. 2. Ed. São Paulo: FTD, 1999.

As instituições sociais

Aula sobre "As Instituições sociais" em Sociologia, para os 3º anos do Ensino Médio.
http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-988475-as-institui-es-sociais/

Filosofia Moderna

Aula de Filosofia Moderna para os 2º anos do Ensino Médio.
http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-988507-filosofia-moderna/

As faces da violência

Aula de Filosofia para os 1º anos do Ensino Médio. As faces da violência_ Ana Mª Bock.
http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-988473-as-faces-da-viol-ncia/

A Existência Ética

Aula de Filosofia em PPT sobre o Cap. 09 A Existência Ética da autora Marilena Chauí.
Para o pessoal dos 3º anos matutino.
http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-988465-a-exist-ncia-tica/

10 de abril de 2011

Nenhuma escola é ilha

 Compartilho com vcs uma das análises mais lúcidas que li sobre o caso da escola carioca.



por Ana Flávia C. Ramos, em Tabnarede

Tragédias como a ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, sempre provocam grande comoção pública, indignação e, obviamente, tristeza pelas muitas crianças perdidas no atentado. Além desses sentimentos, tais fatos provocam também um grande tsunami de “especialistas”, mobilizados em velocidade estonteante pela mídia, para dar laudos e explicações quase matemáticas sobre as motivações do assassino. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, segundo as informações desses “cientistas da tragédia” (que variam de “criminólogos” a policiais militares), era tímido, solitário, filho adotivo, “usuário” constante do computador (a “droga” dos tempos modernos segundo os “analistas”), ateu, islâmico, fanático, fundamentalista, portador do vírus da AIDS e, provavelmente, vítima de bullying na escola.
Certamente não há como contestar que todo ato humano, e por isso histórico, se explica a partir da análise de uma cadeia de relações complexas. Como digo aos alunos, nada tem resposta simples e direta. Entretanto, o tipo de questão levantada para entender o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Todos os nossos preconceitos estão embutidos nessas respostas. De fato, não sabemos, e talvez nunca saibamos, por que exatamente ele atirou contra cada uma das crianças (em sua maioria meninas), assim como não sabemos sobre as reais motivações dos muitos atentados como esse, ocorridos em países como Estados Unidos e Dinamarca. Mesmo depois de tudo o que se discutiu, ainda é difícil, por exemplo, explicar Columbine (abril de 1999).
Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a recorrência da explicação que elege o bullying escolar como um dos fatores que podem desencadear esse tipo de ato violento. A explicação não é nova, Columbine é prova disso. Há mais de dez anos atrás, dois meninos entram em uma escola, de capa preta (quase como em um filme hollywoodiano) e atiram em seus colegas. “Especialistas”, gringos agora, se apressam em dizer as razões: divórcio nas famílias, videogames, filmes violentos, Marilyn Manson, porte de armas facilitado e, como não poderia faltar, bullying na escola.
É inegável que o bullying é uma realidade. É indiscutível que ele é extremamente nocivo e doloroso aos alunos que sofrem com ele. É evidente que há urgência em iniciar um debate para saber como sanar o problema. Mas a pergunta que fica é: o que de fato é o bullying? Ele é um sinal (histórico) de que? E ainda mais: ele é um problema restrito à escola? Por que os alunos são tão cruéis com seus colegas?
Michael Moore, cineasta norte-americano explosivo, tentou dar a sua interpretação para o atentado de Columbine com o documentário Bowling for Columbine (2002).  Moore, ao invés de repetir os clichês da mídia, foi implacável na destruição do senso comum das justificativas moralistas para o evento. Item por item, desde a desagregação da família, Manson, até a polêmica questão do porte de armas foram desconstruídos em sua narrativa. O foco centrou-se em respostas muito mais interessantes, localizadas não nos dois jovens assassinos, mas na sociedade americana. O imperialismo militarista dos Estados Unidos, a ação violenta em outros países, a política do medo (incentivada pelo Estado e pela grande mídia), que reforça e superestima dados sobre a violência urbana, sobre o fim de mundo, e, principalmente, a intolerância com todo tipo de diferença. Racismo, preconceito, homofobia, conflitos religiosos e luta de classes são só alguns dos ingredientes do caldeirão de ódios em que se transformou a sociedade americana.
Como crescer no Colorado, na “livre” América, e não ser conspurcado por esses valores? Como não idolatrar armas e achar que elas são um meio prático de solucionar problemas? Como viver imune a uma sociedade individualista, capitalista, que divide os seus cidadãos o tempo todo em “winners” e “losers”? E mais ainda, como não se deixar levar por uma sociedade que até hoje não consegue lidar com a diferença entre brancos e negros? Uma sociedade que até os anos 1960 não oferecia direitos, oportunidades e tratamentos iguais a todos os seus cidadãos, tem o que para oferecer ao pensamento dos estudantes? Os americanos, ainda hoje, estão preparados para o respeito à diferença? A relação que eles mantêm com os muçulmanos diz muito. Definitivamente a liberdade e o respeito ainda não se transformaram em uma unanimidade por lá.
É claro que mesmo Moore não chega a dar respostas definitivas sobre a questão. E mais ainda: é evidente que ele considera a forma pela qual a instituição ESCOLA trata seus alunos (hierarquias e classificações hostis), ignorando muitas vezes o bullying, tem sua responsabilidade no massacre. Assim como é nítido que a venda facilitada de armas e munição são coadjuvantes importantes da história. Mas Moore foi corajoso ao lançar em cada um dos americanos a responsabilidade da tragédia e discutir aquilo que ninguém teve coragem (ou má fé) de fazer. Nem a mídia, nem o governo, nem a sociedade. É preciso encarar os “monstros”, com franqueza, e não apenas “satanizar” o ambiente escolar, para dar algum significado para esses eventos.
Ontem no Terra Magazine o antropólogo Roberto Albergaria afirmou que a mídia e a sociedade brasileira desejavam o impossível: explicações para um “desvario sem significado”. Segundo ele, o que Wellington Menezes praticou foi o que os estudos franceses chamam de “violência pós-moderna”, caracterizada por uma ruptura irracional, sem explicação. De fato, talvez tenha sido um “ato irracional”, fruto de um momento de insanidade. Mas acredito que esse tipo de resposta não nos ajuda a resolver coisas importantes sobre nós mesmos. A tragédia no Realengo, a meu ver, pode e deve ser início de um debate importante sobre a nossa sociedade.
A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo “apropriado” para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidência da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais “adversários” do candidato tucano.
Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a “pecha” de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.
Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa. Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em “valores” dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma “violência pós-moderna” sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?
Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp

7 de abril de 2011

Revisão para a Avaliação de Filosofia_ 3ª série do Ensino Médio

01_ O romantismo foi um movimento cultural que se iniciou no final do século XVII e predominou durante a primeira metade do século XIX, envolvendo a arte e a filosofia. Quais são as principais características do romantismo?


02_ A conformação atual da bandeira do Brasil é um reflexo da influência do positivismo de Augusto Comte na política nacional. Na bandeira lê-se a máxima política positivista “Ordem e Progresso”, surgida a partir da divisa comteana “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por meta”, representando as aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista. De que maneira podemos dizer que o positivismo de Augusto Comte influenciou a política brasileira nos primeiros anos da República Velha?


03_ (UFPB 2009) (Adaptado) Leia o texto abaixo:
“[...] o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a História, é que os homens devem estar em condições de viver para poder ‘fazer história’. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter habitação, vestir-se e algumas coisas mais. O primeiro ato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitam a satisfação destas necessidades, a produção da própria vida material, e de fato este é um ato histórico, uma condição fundamental de toda história, que ainda hoje, como há milhares de anos, deve ser cumprido todos os dias e todas as horas, simplesmente para manter os homens vivos.” MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 39.

As análises históricas de Marx (1818-1883), pensador alemão, exerceram e ainda exercem grande influência nas ciências humanas e sociais, entre elas, a História. Sobre a concepção marxista de História, assinale as alternativas verdadeiras.

a)            A concepção da luta de classes como motor da História foi atribuída indevidamente ao marxismo, para o qual as transformações históricas decorrem apenas das ações dos indivíduos.
b)            O marxismo defende, teoricamente, uma postura neutra do historiador diante da sociedade e do conhecimento produzido sobre a mesma e, assim, nega validade prática a sua própria concepção.
c)            As sociedades, para Marx, não podem ser compreendidas sem um estudo pormenorizado de sua base econômica, e esse entendimento significa a análise da sua organização material para a produção da sobrevivência humana.
d)            Os marxistas são ardorosos defensores do fim da história, pois essa tese representa a culminância do desenvolvimento humano, com a glorificação da sociedade de mercado e da democracia liberal.
e)            A História, para Marx, é feita por todos, principalmente os trabalhadores, e essa concepção rompia com a idéia, bastante comum no século XIX, de uma História feita apenas pelos “grandes homens”.

04_ Na teoria de Karl Marx (1818-1883), o capitalismo tem como base a exploração da mão de obra do proletário, que para sobreviver vende a única mercadoria que possui que é a sua capacidade de trabalhar. De acordo com a teoria de Marx explique os conceitos de:
a)       Mais-valia;
b)       Modo de produção;
c)       Relações de produção.

05_ Na teoria marxista, Karl Marx, afirma que a história da humanidade tem sido a história da exploração do homem sobre o homem. Por esse motivo, segundo ele, caberia à classe trabalhadora (proletariado) transformar, por meio da revolução, o modo de produção vigente à sua época. De que forma a luta de classes poderia resolver essa questão?


06_ “A partir da segunda metade do século XX, inicia-se uma nova fase de processos tecnológicos, decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, denominada Terceira Revolução Industrial ou revolução tecnocientífica. Como resultado, temos a aplicação quase imediata das descobertas científicas no processo produtivo. Esse fato proporcionou a ascensão das atividades que empregam alta tecnologia em sua produção. Como exemplos da Terceira Revolução Industrial temos: a informática, que produz computadores, e softwares; a microeletrônica, que fabrica chips, transistores e produtos eletrônicos; a robótica, que cria robôs para uso industrial; as telecomunicações, que viabilizam as transmissões de rádio e televisão, telefonia fixa e móvel e a Internet; a indústria aeroespacial, que fabrica satélites artificiais e aviões; e a biotecnologia, que produz medicamentos, plantas e animais manipulados geneticamente.”
Disponível em: SCHEIN, Pedro.Terceira Revolução Industrial.
http://www.coladaweb.com/historia/terceira-revolucao-industrial. Acesso em: 07/04/2011.

Considerando os avanços tecnológicos alcançados pelas sociedades contemporâneas, principalmente após a III Revolução Industrial, escolha uma área do conhecimento afetada por estas inovações e comente os benefícios e riscos dessa inovação.

21 de março de 2011

Santa Dica: encantamento do mundo ou coisa do povo.

Link para aula em PPT sobre Santa Dica, para o 9º ano do Ensino Fundamental.

http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-904561-santa-dica/

Explicação científica das 10 pragas do Egito antigo

Texto complementar ao conteúdo da 1ª série do Ensino Médio _ Egito


Explicação científica das 10 pragas do Egito antigo

Autor: Edgard A. Cunha. Jr

                Não vou tentar aqui quebrar a fé de ninguém, pois não tenho intenção nenhuma disso, apenas demonstrarei a explicação cientifica, e, plausível, para as 10 pragas do Egito.
                Como sabemos a Bíblia foi escrita por profetas e quando Constantino oficializou a religião católica na Roma antiga, ele separou muitos livros e partes de livros, deixando apenas na obra livros que mostravam milagres divinos do Deus Jeová e no novo testamento apenas livros que mostrassem um Jesus santo e não o Homem que ele foi.
                Vamos voltar às 10 pragas:
1º praga: Por volta de 1400 a.C. as águas do Nilo viram sangue (nada que não tenha acontecido antes ou depois). Uma mudança climática repentina esquenta a água do Nilo e provoca a reprodução descontrolada de Pfiesteria, uma alga que provoca hemorragias nos peixes, matando-os e intoxicando as águas com sangue e dando a coloração nas águas do rio.
2º praga: Infestação de rãs - como sabemos peixes comem ovos de rãs, se não haviam peixes, aqueles ovos se transformariam em rãs e como o rio estava contaminado as rãs fugiam para a cidade e se daria numa infestação de rãs.
3º praga: Mosquitos (piolhos) atormentam homens e animais - Com a morte das rãs em terra surgiram diversos insetos entre eles mosquitos e piolhos.
4º praga: Moscas escurecem o ar e atacam os animais - Surge a mosca dos estábulos que ataca os animais.
5º praga: Uma peste atinge os animais - Os piolhos Maruim, com o vírus da língua azul mataram 70% do rebanho, essa é a mesma doença da peste eqüina africana.
6º praga: Pústulas cobrem homens e animais - O mormo, uma doença eqüina que também ataca o homem é transmitida pelas moscas do estábulo, provavelmente ela foi a peste que afetou os egípcios, já que provoca úlceras na pela, como descreve no êxodo.
7º praga: Fogo no céu - O calor intenso quando se combina com uma frente fria, pode causar chuvas de granizo, o que destruiria com certeza a plantação; e tempestades elétricas, o que daria a impressão de fogo no céu.
8º praga: Nuvem de gafanhotos - Após a tempestade vem a ventania, que poderia mudar o curso dos gafanhotos etíopes.
9º praga: Escuridão por três dias - Uma tempestade de areia, o que seria bem plausível devido ao clima que ficou, pode durar dias e com certeza encobre a luz do sol.
10º praga: A morte dos primogênitos - O cereal foi guardado num celeiro, devido às tempestades esses celeiros ficaram úmidos e certamente os cereais emboloraram, outro fator das tempestades, foi a escassez de comidas, já que a plantação foi destruída. Por tradição no Egito antigo, quando há falta de comida os primogênitos tem a preferência na alimentação, então certamente eles comeram os cereais embolorados primeiro e em bem mais quantidades o que resultou em suas mortes.

                Como vimos são apenas teorias, mas explicam bem essas pragas, não que isso seja verdade, mas porque dar tanto crédito ao êxodo se ele também foi escrito por um homem com pouquíssimo conhecimento cientifico.

Disponível em: http://pt.shvoong.com/humanities/1759611-explica%C3%A7%C3%A3o-cientifica-das-10-pragas/. Acesso em: 16/04/08.

20 de março de 2011

Aulas em PPT

Neste link você poderá baixar as aulas em PPT e revisar o conteúdo visto em sala.
Lá estão disponíveis todas as aulas ministradas em PPT a partir deste ano de 2011 nas disciplinas de História, Filosofia e Sociologia.
Divirta-se!

Aula sobre Filosofia Medieval

Aula para a 2ª série do Ensino Médio em Filosofia
http://www.authorstream.com/Presentation/arianemarzzio-902210-filosofia-na-idade-medieval/

Não penso, Não existo, Só assisto.

Só para refletir:
(Visto em uma rua da Lapa - RJ)

(...) O povo escolheu a Globo... isso é:
a) Globalização;
b) Falta de TV por assinatura.

13 de fevereiro de 2011

Viagem à Ouro Preto e Mariana- MG

Público Alvo: Alunos da 3ª série do Ensino Médio Matutino 
Professores responsáveis: Ariane Marzzio e Lúbia Lafaete
Professores acompanhantes: Sônia Cristina, Madalena, Edimário, Lívia, Mônica e Marcos Vinícius.

Viagem à Ouro Preto e Mariana- MG
de 14 a 17/09/11.

Previsão de gastos por pessoa
Ônibus (Ida e volta)
R$  120,00
Albergue
R$  102,00
Van
R$    10,00
Guia turístico
R$      5,00
Maria Fumaça
R$     11,00
Ônibus (Mariana/Ouro Preto)
R$       3,00
Entrada nos Museus e Mina
R$     31,00
Almoço em Mariana
R$     20,00
Alimentação e estadia dos motoristas
R$       5,00
Reserva de segurança
R$     23,00

Total

R$    330,00


Opção de Parcelamento: 6 x de R$ 55,00 (Março, Abril, Maio, Junho, Agosto e Setembro)

Informações adicionais:
Ônibus: Jurema Turismo; Executivo com Ar Condicionado, Água mineral, TV/ DVD, Banheiro.
Albergue- O Sorriso do Lagarto: Incluso hospedagem com 02 diárias e café da manhã dos 02 dias, almoço do dia 15/09 (churrasco e comida típica mineira) e jantar com rodízio de pizza (à vontade) dos dias 15 e 16/09; Wi-fi, Roupa de cama incluída; Mesa de jogos (dama e xadrez).  http://www.osorrisodolagarto.com.br/ouropreto/
Van: Do ônibus para o albergue/ centro e de volta para o ônibus.
Guia turístico: credenciado pelo Ministério do Turismo para acompanhar todo o roteiro nas duas cidades.
Maria Fumaça: Trajeto de 18 Km pela estrada de ferro entre as cidades de Ouro Preto e Mariana na manhã do dia 16/09 (já o valor da meia para estudantes).
Ônibus (Mariana / Ouro Preto): Tipo coletivo para retorno a Ouro Preto.
Entrada nos Museus e Mina:  Ouro Preto: Museu da Inconfidência, Casa dos Contos, Mina de Santa Rita, Museu de Arte Sacra (Igreja de Nossa Senhora do Pilar), Museu do Aleijadinho, Santuário Nossa Senhora da Conceição, Igreja São Francisco de Assis e Museu de Mineralogia. Mariana: Igreja São Francisco, Nossa Senhora do Carmo, Catedral da Sé, Museu de Arte Sacra.
Almoço em Mariana: Valor com refrigerante incluso.
Reserva de segurança: Para qualquer eventualidade ou imprevisto que possamos ter. No caso de não ser necessário seu uso, a verba será destinada para lanche ou jantar no retorno.

Obs.: O lanche durante a viagem será por conta do aluno.


Horários



Ida
Saída da porta do colégio: 12h do dia 14/09 (quarta-feira)
Previsão de chegada em Ouro Preto: 06h do dia 15/09 (quinta-feira)


 Retorno
Saindo de Ouro Preto: 20h do dia 16/09 (sexta-feira)
Previsão de chegada ao colégio: 13h do dia 17/09 (sábado)